Rudolf Steiner sobre a importância do estudo adequado da Antroposofia (Ciência Espiritual Antroposófica) como fonte real de união e tolerância:

• No prefácio do livro Teosofia (1904):

“Suas verdades devem ser vivenciadas. A Ciência Espiritual só tem valor neste sentido”.

• Stuttgart, Alemanha, 28 de fevereiro de 1923:

“Assim pode-se compreender — exatamente a partir de um entendimento das características dos mundos superiores — que oposição e conflito podem muito facilmente surgir justamente em sociedades cuja substância interior é espiritual. Também que é necessário que a gente se eduque a si mesmo para sociedades deste tipo de um modo que se leva a tolerar uma outra pessoa em graus imensuravelmente maiores do que é costume no mundo cotidiano.
Tornar-se um antropósofo* não quer dizer simplesmente conhecer a Antroposofia como teoria, mas exige em certo sentido uma transformação de alma. Algumas pessoas não sentem vontade de fazer isto.
Por isso nunca existiu qualquer compreensão quando, por exemplo, eu disse que existem duas maneiras de trabalhar com o meu livro Teosofia.

Uma maneira é lê-lo, ou se você quiser até estudá-lo, de um modo que a atitude mental comum se relaciona com o texto, e julgamentos são formulados sobre ele a partir deste ponto de vista. Neste caso o que acontece na alma é exatamente a mesma coisa que acontece quando se lê um exemplar da Teosofia ou algum livro de receitas para cozinhar.

Em relação ao valor para a experiência não há diferença entre a leitura da Teosofia ou a leitura de um livro com receitas para cozinhar, só que seguindo o percurso em relação a Teosofia, simplesmente se sonha — mas não se vive — em um nível superior.

E quando se sonha desta maneira sobre mundos superiores, aí não vem para os seres humanos destes mundos a maior prática possível de tolerância como uma qualidade que se alcançou, mas em vez de união, o que pode ser o mais precioso presente concedido através de um estudo de mundos superiores, surge cada vez mais oposição e conflito.

Aqui, prezados amigos, vocês tem as condições que dão origem para oposição e conflito em sociedades baseadas em uma certa espécie de conhecimento dos mundos superiores.”

* uma pessoa que estuda e vive a Antroposofia.

• Zurique, Suíça, 10 de outubro de 1916:

“Há um laço real entre o mundo do espírito e o mundo humano; e esse laço real se reflete no fato de os seres espirituais, habitantes do mundo espiritual extraterrestre, poderem olhar com prazer e satisfação para os pensamentos que nós concebemos a respeito do mundo. Os seres espirituais só podem ajudar-nos quando elaboramos pensamentos acerca deles, mesmo quando ainda não podemos enxergar nos mundos espirituais como clarividentes; eles podem ajudar-nos, desde que tenhamos algum conhecimento a seu respeito. Como compensação por nossos estudos da Ciência Espiritual, recebemos uma ajuda do mundo do espírito. O que nos ajuda não são as coisas que aprendemos, os conhecimentos, mas os próprios seres das hierarquias superiores, desde que tenhamos conhecimento de sua existência.”

• Colônia, Alemanha, 07 de junho de 1909:

“ Precisamos ter em mente que o homem se individualiza cada vez mais, e que no futuro terá de encontrar sempre mais e mais, voluntariamente, a união com os outros homens. No passado, a união existia por meio de consangüinidade, por meio de tribos e raças. Porém essa união chega mais e mais ao fim. Tudo no homem se direciona cada vez mais no sentido de ele se tornar um homem individual. Eis que só é possível um caminho inverso. Imaginem um número de indivíduos, sobre a Terra, dizendo a si mesmos: ‘Seguimos nosso próprio caminho; queremos encontrar em nosso próprio interior o sentido e o objetivo do caminho; estamos todos em vias de tornar-nos homens cada vez mais individuais.’ Aí existe o perigo da dispersão. Já hoje os homens tampouco sustentam mais uniões espirituais. Já chegamos atualmente ao ponto de cada um ter sua própria religião e colocar sua própria opinião como o ideal mais elevado. Mas se os homens interiorizam ideais, isso levará à união, à opinião comum. Reconhecemos interiormente, por exemplo, que três vezes três é igual a nove, ou que os três ângulos de um triângulo somam 180 graus. Isto é um reconhecimento interior. Não podemos submeter à votação conhecimentos interiores; não existem diferenças de opinião sobre conhecimentos interiores — eles levam a união. Todas as verdades espirituais são dessa ordem. O que a Ciência Espiritual ensina o homem encontra por meio de suas forças interiores. Estas o conduzem a uma unidade absoluta, à paz e harmonia. Não existem duas opiniões sobre uma verdade sem que uma delas seja errada. O ideal é a maior interiorização possível; ela leva à unidade, à paz...

Quando homens se unem numa sabedoria superior, desce por sua vez, de mundos superiores, uma alma grupal — quando surgem das sociedades naturalmente ligadas, sociedades livres. O desejo dos dirigentes do movimento da Ciência Espiritual é que nela encontremos uma sociedade em que os corações anseiem pela sabedoria, tal como as plantas anseiam pela luz solar. Onde a verdade comum liga diferentes eus é dada, à alma grupal superior, a oportunidade de descer. Ao voltarmos nossos corações conjuntamente para uma sabedoria superior, acomodamos a alma grupal. De certa maneira formamos o leito, o ambiente no qual a alma grupal pode corporificar-se. Os homens enriquecerão a vida terrestre ao desenvolver algo que faça descerem entidades espirituais dos mundos superiores. Este é o objetivo do movimento da Ciência Espiritual.

Isto foi colocado certa vez diante da Humanidade de forma grandiosa, poderosa, para mostrar que sem esse ideal espiritual o homem passaria a uma condição diferente; há um símbolo que pode mostrar ao homem, com força imponente, como a Humanidade pode achar o caminho para, em uma união espiritual, oferecer ao espírito coletivo um lugar para corporificação. Esse símbolo nos é apresentado pela Comunidade Pentecostal, quando o fervoroso sentimento coletivo de amor e devoção aqueceu um número de homens que se havia reunido para uma ação coletiva. Ali estava um número de homens cujas almas ainda estremeciam de tal modo pelo acontecimento comovente que o mesmo ainda vivia em todos. Pelo confluir desse sentimento uno, igual, eles proporcionaram aquilo em que algo superior, uma alma coletiva, pôde corporificar-se. Isto é expresso pelas palavras que dizem que o Espírito Santo, a alma grupal, desceu e se dividiu como línguas de fogo. Este é o grande símbolo para a Humanidade do futuro...

Dependerá dos próprios homens o quão valiosa a Terra será, por esse meio, para o futuro, e quão eficazes podem ser esses ideais para a Humanidade. Se a Humanidade se esforçar, desta maneira correta, no sentido da sabedoria, os espíritos superiores se ligarão aos homens.”


Breve histórico, Porto Alegre:

Praticamos neste sentido nos Encontros de Formação de Grupo (EFG) semanais e mensais. A partir desta dedicação em grupo nasceu e foi se desenvolvendo a Casa Ametista.


O último EFG semanal no Espaço Vivo foi em novembro 2012,


quando nos despedimos da professora fundadora da Casa Ametista,
Danielle Micheline, que voltou para Florianópolis no fim daquele ano.

 

Os EFGs mensais iniciaram como encontros internos da Casa Ametista
(inicialmente Curso Introdutório a Pedagogia Waldorf) em 2010,

e foram concluídos em novembro 2012:

Em 2013 se tornaram encontros abertos ao público, com um nome novo:

Encontros para a Comunidade Waldorf no RS (ECW).

São momentos de encontro para membros de várias iniciativas Waldorf no RS.
São uma oportunidade para compreender melhor a base espiritual-científica da Pedagogia Waldorf
e para conversar e trocar ideias com os amigos.

Realizamos oito destes encontros em 2013, no Espaço Vivo.

 

Oferecemos:
APOIO PARA INICIATIVAS WALDORF
(AIW)

Conforme as necessidades do grupo em formação.
Visita no local da iniciativa.

Dia e horário conforme combinação.
Euritmia e estudo (3h/aula).

 

Investimento: veja na página:

 


Um mundo humano existe, se nós (tu e eu) o criamos!

Endereço: Rua Castro Alves, 167 - sala 101
(Quase esquina com Ramiro Barcelos)
Independência - Porto Alegre
CONTATO:
Durante a semana:
(51) 3222.3792, das 14h às 14h30min

espaco.vivo@euritmiaviva.com

 


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